greve
Hoje, tal como ontem, é dia de greve dos professores no nosso terrenito chamado Portugal.
Tudo muito normal, quando nos encontramos numa situação de pleno desagrado pelas atitudes dos nossos governantes, em especial pelo departamento que está directamente ligado à nossa vida profissional, o Ministério da Educação.
Mas heis que me lembrei de algo.
Recordei-me de no ano anterior, num dos canais de televisão portuguesa, ter passado uma noticia sobre uma professora que fora colocada a 250 km de casa. Um percurso que fazia diarimante para poder acompanhar os filhos e o marido. O resultado era 500 km diários de deslocações, que incluem, gasoleo, portagens, desgaste do carro, desgaste pessoal e até mesmo o desgaste familiar.
E tendo isto em conta, fico a pensar, que provavelmente, os dias de greve tornam-se numa benção, aos quais se adere de bom agrado e com pena por não serem mais.
E porquê? Dou três, boas, razões.
Primeira, porque manifesta o seu desagrado perante a sua situação.
Segunda, porque a família agradece a presença da senhora.
E terceira, porque económicamente, aquilo que não vai receber por fazer greve, é inferior aquilo que gasta para ir trabalhar.
Mas tendo em conta que vivemos neste terrenito, que já todos sabemos qual é, povoado por pessoas que sentem estarem sempre a ser prejudicados em relação aos outros, deverá haver por aí muita boa gente que está convicta em que esta professora é uma sortuda, que "chora de boca cheia", visto os professores serem os grandes parasitas do país, que nem valem o ar que respiram, devendo ser mantidos a pão e água.
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